A elevada adesão da população surpreendeu a própria organização, que mobilizou profissionais de saúde para aproximar os cuidados médicos das comunidades com maiores dificuldades de acesso aos serviços sanitários.
Ao longo da actividade, foram realizados rastreios de malária, hipertensão arterial e diabetes, além de consultas de clínica geral, pediatria e saúde materna, bem como serviços de aconselhamento e orientação aos pacientes.
A Secretária Executiva para a Acção Social e Desenvolvimento da OMA, Augusta Leonel, considerou positivo o balanço da actividade e admitiu que o número de pessoas alcançadas ultrapassou as expectativas da organização.
“Fazemos um balanço extremamente positivo e, sinceramente, não esperávamos este número. Isso mostra a carência que as nossas comunidades têm e a importância de trazer a saúde para perto do povo”, afirmou.
Para a responsável, a intervenção da OMA não se limitou à realização de consultas. Segundo Augusta Leonel, a entrega de medicamentos e a orientação dos pacientes constituem igualmente componentes importantes da iniciativa.
“A população não está a sair daqui só com uma consulta. Está a sair daqui com medicamentos nas mãos e com acompanhamento garantido. Esse é o nosso compromisso social”, sublinhou.

Entre as patologias e ocorrências identificadas durante a feira, a malária e a hipertensão arterial estiveram entre as situações mais registadas, juntando-se aos casos encaminhados para acompanhamento médico e às consultas na área de oftalmologia.
A responsável pela área Social e Humanização do Gabinete Provincial da Saúde de Luanda, Mariquinha Esportela, considerou produtiva a actividade e destacou a procura registada pelos diferentes serviços disponibilizados.
“Foi uma actividade produtiva. A malária, a hipertensão arterial e a oftalmologia fazem parte das ocorrências mais registadas. Foram feitas muitas receitas e também muitos pacientes levaram a sua medicação para casa”, disse.
A Coordenadora Nacional da Saúde da OMA também valorizou a participação da população, considerando que a adesão registada no Cazenga demonstra a necessidade de reforçar as acções de proximidade nas comunidades.
“Estamos felizes pelo número de pessoas que a organização conseguiu alcançar. O Cazenga respondeu em massa e isso reforça o papel da mulher angolana como promotora de saúde e bem-estar nas comunidades”, afirmou.

A organização anunciou que a Feira de Proximidade às Comunidades terá continuidade, estando a próxima edição prevista para o município da Camama.
A iniciativa enquadra-se no programa social da OMA, que procura contribuir para a resposta às necessidades das comunidades e complementar as acções desenvolvidas no sector da saúde, com atenção particular às mulheres e crianças.



































