A decisão foi anunciada, através de um comunicado do Palácio Real, depois de o monarca receber Fatima Ezzahra El Mansouri, coordenadora nacional do Partido da Autenticidade e Modernidade (PAM), em Rabat, e a encarregar de formar o novo Governo.
O PAM conquistou 97 dos 395 assentos da Câmara dos Representantes, numa votação que registou uma participação de 38%, a mais baixa em quase duas décadas. Sem maioria absoluta, El Mansouri terá de negociar com outras forças políticas para constituir uma coligação governamental para os próximos cinco anos.
Aos 50 anos, a nova chefe do Governo é advogada e tem um percurso político marcado pela ocupação de cargos de destaque. Em 2009, tornou-se a primeira mulher a assumir a presidência da Câmara Municipal de Marraquexe, aos 33 anos, tendo também exercido funções como ministra da Habitação no Governo anterior, liderado por Aziz Akhannouch.
Entre os principais desafios da sua governação estão o desemprego, as desigualdades sociais e a recuperação da confiança da população nas instituições públicas, num contexto de crescente descontentamento, sobretudo entre os jovens.
Durante a campanha eleitoral, o PAM apresentou como metas alcançar um crescimento económico médio de 5% ao ano, manter a inflação próxima dos 2% e criar pelo menos um milhão de empregos durante o mandato.
Nas eleições, o Reagrupamento Nacional dos Independentes (RNI), liderado pelo actual chefe do Governo, Aziz Akhannouch, ficou em segundo lugar, com 66 assentos, enquanto o Partido Istiqlal garantiu a terceira posição, com 65 lugares.
Por sua vez, o Partido da Justiça e do Desenvolvimento (PJD), de orientação islâmica, quadruplicou a sua representação parlamentar, passando de 13 para 54 assentos. Apesar do crescimento, o seu secretário-geral, Abdelilah Benkirane, afastou a possibilidade de integrar a futura maioria governamental.
Apesar da mudança na liderança do Executivo, os sectores estratégicos do país continuam sob a prerrogativa do rei Mohammed VI.



































