Em representação da Ministra da Saúde, Sílvia Paula Valentim Lutucuta, Carlos Alberto Pinto de Sousa participou no encontro realizado à margem da 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, onde partilhou a experiência de Angola e defendeu maior cooperação entre os países no domínio da segurança sanitária.
Na intervenção, o Secretário de Estado destacou as lições deixadas pela pandemia da COVID-19 e sublinhou que a protecção da saúde de cada país está ligada à segurança sanitária global. Nesse sentido, defendeu o reforço do multilateralismo, da equidade, da solidariedade e da cooperação internacional.
Entre as medidas apresentadas estiveram os investimentos na expansão e modernização do Serviço Nacional de Saúde, com particular atenção aos cuidados de saúde primários, responsáveis por mais de 80% das novas unidades sanitárias, bem como o reforço da força de trabalho do sector.
Angola destacou igualmente as capacidades desenvolvidas através do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública, do diagnóstico molecular e do sequenciamento genómico, numa abordagem de “Uma Só Saúde”, que inclui a coordenação transfronteiriça e a partilha de informação.
Outro eixo apresentado foi o programa de formação e especialização de aproximadamente 38 mil profissionais de saúde até 2028. A iniciativa pretende reforçar a capacidade nacional de resposta às emergências e permitir a evolução das Equipas de Resposta Rápida para o modelo de Equipas Médicas de Emergência, em conformidade com os padrões da Organização Mundial da Saúde.
No plano internacional, a delegação angolana defendeu ainda um financiamento sustentável e o acesso equitativo a vacinas, diagnósticos, medicamentos e tecnologias de saúde, além do reforço da cooperação científica e da capacidade de produção local em África.
Angola reiterou também o apoio à Declaração Política sobre Prevenção, Preparação e Resposta a Pandemias, defendendo que os compromissos assumidos pelos Estados devem ser acompanhados de acções concretas, recursos adequados e mecanismos transparentes de monitorização.
A participação angolana coincidiu com o Dia do Trabalhador da Saúde, data dedicada ao reconhecimento dos profissionais que asseguram diariamente a prestação de cuidados, a vigilância epidemiológica, a prevenção de doenças e a resposta às emergências de saúde pública no país.
Integram a delegação angolana Júlio Fernandes de Carvalho, Director Nacional do Intercâmbio; Joana Morais, Directora Nacional do INIS; Djamel Márcio da Silva Kitumba, Director do Instituto de Especialização em Saúde; Job Monteiro, Coordenador e Gestor Técnico da Unidade de Implementação do Projecto de Formação dos Recursos Humanos em Saúde; Neusa Cumbe, Especialista de Comunicação, Informação e Gestão do Conhecimento do PFRHS-UIP; e Graciano Cassinda, técnico do Gabinete da Ministra da Saúde.
Esteve igualmente presente Ana Maria de Oliveira, Embaixadora Extraordinária e Plenipotenciária da República de Angola, no quadro da representação diplomática angolana junto das Nações Unidas e de organismos internacionais.
Ao concluir a sua intervenção, Carlos Alberto Pinto de Sousa defendeu que a saúde global deve assentar numa acção colectiva baseada no multilateralismo, na equidade e na solidariedade, reforçando o compromisso de Angola com a preparação para futuras pandemias.



































