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POLITICA Publicado em 02/10/2026 às 16:15 15 visualizações

CÚPULA DO MSM ACUSA MPLA POR SUPOSTO ENVENENAMENTO DE FRANCISCO TEIXEIRA

Em conferência de imprensa nesta sexta-feira, 2 de outubro, o vice-presidente do Movimento Social Para Mudança (MSM), Jones Sebastião, fez acusações ao partido no poder quanto ao estado de saúde de Francisco Teixeira que se encontra internado em uma das unidades hospitalares de Luanda com paralisia facial devido a um suposto envenenamento.

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CÚPULA DO MSM ACUSA MPLA POR SUPOSTO ENVENENAMENTO DE FRANCISCO TEIXEIRA
Imagem: DR Ponto de Situação

A direcção do Movimento Social para Mudança (MSM) subiu o tom político em torno do estado de saúde do seu presidente, Francisco Teixeira, onde o vice-presidente da organização Jones Sebastião apontou o MPLA como a mão invisível por trás do suposto envenenamento do activista, internado desde o dia 28 de Setembro no Hospital Maria Tonha Pedalé.

A acusação, feita sem apresentação de provas, contradiz a própria nota original do líder, que não citou directamente nenhuma força política.

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Tudo começou com uma publicação no Facebook. Na terça-feira, 29 de Setembro, Francisco Teixeira, conhecido pelo forte activismo e pelas críticas ao Governo, informou aos seguidores que se encontrava internado desde segunda-feira.

Na mensagem, o líder do MSM escreveu que, segundo os médicos, teria sido infectado por um "vírus maligno que afectou a parte facial, prejudicando a articulação da voz", quadro compatível com paralisia de Bell. Na mesma nota, levantou a suspeita de envenenamento.

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"A nossa luta não vai parar, a nossa voz não se vai calar perante as injustiças de um governo que tem o prazer de ver o seu povo a sofrer", escreveu. "Me matar não será a solução para adiar a mudança em 2027 porque o nosso povo já acordou".

Como verificou o projecto de fact-checking Polígrafo África, ao contrário do que circulou nas redes sociais, Francisco Teixeira não acusou nominalmente o MPLA na sua publicação. A interpretação de que teria acusado o partido no poder derivou do contexto crítico ao Governo contido na mensagem.

O cenário mudou hoje. Convocados para uma conferência de imprensa, os dirigentes do MSM decidiram politizar o caso.

O vice-presidente, que falava em nome da direcção, foi peremptório ao atribuir responsabilidades ao partido no poder pelo alegado envenenamento, elevando uma suspeita clínica a uma acusação política grave.

Na mesma ocasião, o secretário-geral do MSM procurou tranquilizar os militantes e simpatizantes. Garantiu que o programa de actividades do movimento que inclui acções de mobilização com vista às eleições de 2027 não vai parar por causa do internamento do presidente.

Até ao fecho desta edição, não foi apresentado qualquer relatório toxicológico ou boletim clínico oficial que comprove envenenamento. O Hospital Maria Tonha Pedalé não emitiu comunicado. O MPLA também não reagiu às acusações.

O caso coloca novamente em evidência a tensão crescente entre movimentos de activismo social e o partido no poder, a menos de um ano do ciclo eleitoral de 2027, num ambiente marcado por suspeitas, narrativas paralelas e ausência de informação médica independente.

Tiago Figueira
Tiago Figueira

TIAGO FIGUEIRA Jornalista | Redactor de Sociedade e Política | Comentarista de Relações Internacionais. Com a Carteira 2027, desenvolve trabalho de produção e análise jornalística, procurando interpretar os acontecimentos nacionais e internacionais a partir do seu impacto na sociedade e no interesse público. Na área de Sociedade e Política, dedica-se à cobertura e produção de conteúdos sobre os principais fenómenos sociais, políticos e institucionais de Angola, privilegiando o rigor informativo, a contextualização e a clareza na abordagem dos factos.

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