O encontro técnico nacional realizou-se como objectivo promover a partilha de experiências, identificar soluções adaptadas à realidade angolana e reforçar a organização da cadeia de gestão de lamas fecais no país.
A sessão de abertura foi orientada pela directora nacional do Ambiente, Hassana Lima, e contou com a presença da directora nacional das Águas, Elsa Ramos, e do presidente interino do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Reguladores dos Serviços de Electricidade e Águas, Adriano Maiano.
Durante os trabalhos, os participantes analisaram os principais desafios do saneamento, com destaque para a mobilização das famílias, a adopção de soluções técnicas adequadas às zonas urbanas e periurbanas, a recuperação de custos, a valorização de subprodutos e a sustentabilidade financeira e institucional dos serviços.
Foram igualmente apresentadas experiências nacionais desenvolvidas no Uíge, em Malanje, Mbanza Congo, Menongue e Benguela, incluindo iniciativas de saneamento condominial e o Projecto de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento do Saneamento de Luanda (PDASL). As apresentações permitiram avaliar diferentes modelos de prestação de serviços, mecanismos de financiamento e formas de envolvimento das comunidades.
A agenda contemplou ainda a partilha de experiências internacionais do Brasil, Quénia, Uganda, Zâmbia, República Democrática do Congo e África do Sul, centradas na operação de sistemas de saneamento fora da rede, na participação de operadores privados, na recuperação de custos e na valorização segura de lamas tratadas.
Outro tema em análise foi a Estratégia Nacional de Saneamento Total Liderado pelas Comunidades e Escolas (ENSTLCE), com o propósito de articular as políticas nacionais de saneamento com as propostas de gestão sustentável de lamas fecais. A abordagem contou com apresentações do chefe do Departamento de Saneamento e Resíduos, Edivaldo de Oliveira, e do director provincial do Ambiente, Gestão de Resíduos e Serviços Comunitários de Benguela, Evaristo Calopa.
Na componente prática, os participantes trabalharam no preenchimento de instrumentos de inquérito e na definição de prioridades, acções imediatas e mecanismos de financiamento. Os trabalhos foram organizados em três grupos temáticos: mobilização e capacitação das famílias; soluções técnicas e cadeia de serviços; e financiamento, valorização e expansão.
Cada grupo ficou encarregado de apresentar três prioridades, duas acções imediatas e os respectivos responsáveis pela implementação, com o objectivo de converter as discussões em propostas concretas e exequíveis.
O encontro encerrou com a apresentação, validação e consolidação das propostas dos grupos de trabalho, bem como com a identificação de pontos de convergência, riscos, condições de implementação e próximos passos para o reforço da articulação institucional no domínio do saneamento em Angola.



































