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PONTO VERDE Publicado em 19/10/2026 às 15:34 8 visualizações

PAZ IMPULSIONA RECUPERAÇÃO DA BIODIVERSIDADE E REFORÇA CONSERVAÇÃO DA FAUNA EM ANGOLA

A recuperação da palanca-negra-gigante e o aumento da população de elefantes-da-savana estão entre os progressos registados por Angola na conservação da biodiversidade desde o fim do conflito armado, segundo a ministra do Ambiente, Ana Paula Chantre Luna de Carvalho Pereira, durante uma cimeira internacional realizada na Arménia.

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PAZ IMPULSIONA RECUPERAÇÃO DA BIODIVERSIDADE E REFORÇA CONSERVAÇÃO DA FAUNA EM ANGOLA
Imagem: Novo Jornal

A governante destacou a importância da paz para a recuperação dos ecossistemas, a protecção das espécies e o reforço da segurança ambiental, ao intervir na mesa-redonda subordinada ao tema “Salvaguardar a Natureza para a Paz, a Segurança e o Desenvolvimento”, realizada em Yerevan, República da Arménia, no âmbito da Cimeira de Líderes sobre Biodiversidade, associada à 17.ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Diversidade Biológica (COP17).

Na sua intervenção, Ana Paula Chantre Luna de Carvalho Pereira recordou que o longo período de conflito armado em Angola teve consequências negativas sobre os ecossistemas, a fauna selvagem e a capacidade institucional de fiscalização e gestão das áreas naturais, contribuindo para a degradação de habitats e a redução de algumas populações de espécies.

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A ministra salientou, contudo, que o estabelecimento da paz criou condições para a reconstrução do país e a recuperação progressiva do património natural, com avanços na conservação de espécies emblemáticas, na expansão das áreas de conservação e no reforço da monitorização ambiental.

Entre os resultados apresentados, a governante destacou o crescimento da população da palanca-negra-gigante, que passou de 89 indivíduos, em 2002, para mais de 400, em 2026. No mesmo período, a população de elefantes-da-savana aumentou de cerca de 3.500 para mais de 15 mil indivíduos, de acordo com os dados nacionais referidos na sua intervenção.

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No domínio da conservação, Angola passou de seis para nove parques nacionais, em 2011, e de 14 para 16 áreas de conservação, em 2026. O número de efectivos envolvidos na monitorização destas áreas também aumentou, de 100, em 2010, para 600, em 2026, reforçando a presença institucional e a capacidade de fiscalização do património natural do país.

 

Redacção
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