A governante destacou a importância da paz para a recuperação dos ecossistemas, a protecção das espécies e o reforço da segurança ambiental, ao intervir na mesa-redonda subordinada ao tema “Salvaguardar a Natureza para a Paz, a Segurança e o Desenvolvimento”, realizada em Yerevan, República da Arménia, no âmbito da Cimeira de Líderes sobre Biodiversidade, associada à 17.ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Diversidade Biológica (COP17).
Na sua intervenção, Ana Paula Chantre Luna de Carvalho Pereira recordou que o longo período de conflito armado em Angola teve consequências negativas sobre os ecossistemas, a fauna selvagem e a capacidade institucional de fiscalização e gestão das áreas naturais, contribuindo para a degradação de habitats e a redução de algumas populações de espécies.
A ministra salientou, contudo, que o estabelecimento da paz criou condições para a reconstrução do país e a recuperação progressiva do património natural, com avanços na conservação de espécies emblemáticas, na expansão das áreas de conservação e no reforço da monitorização ambiental.
Entre os resultados apresentados, a governante destacou o crescimento da população da palanca-negra-gigante, que passou de 89 indivíduos, em 2002, para mais de 400, em 2026. No mesmo período, a população de elefantes-da-savana aumentou de cerca de 3.500 para mais de 15 mil indivíduos, de acordo com os dados nacionais referidos na sua intervenção.
No domínio da conservação, Angola passou de seis para nove parques nacionais, em 2011, e de 14 para 16 áreas de conservação, em 2026. O número de efectivos envolvidos na monitorização destas áreas também aumentou, de 100, em 2010, para 600, em 2026, reforçando a presença institucional e a capacidade de fiscalização do património natural do país.



































