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TECNOLOGIA Publicado em 10/10/2026 às 10:03 17 visualizações

SADC DEVE REFORÇAR CAPACIDADE DE RESPOSTA AOS CRIMES CIBERNÉTICOS

O secretário de Estado para as Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Ângelo Buta João, defendeu, esta sexta-feira, 9, em Luanda, o reforço e a optimização das capacidades dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para detectar, prevenir e recuperar de ataques e crimes cibernéticos, face ao crescimento das ameaças digitais na região.

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SADC DEVE REFORÇAR CAPACIDADE DE RESPOSTA AOS CRIMES CIBERNÉTICOS
Imagem: RNA

A posição foi manifestada durante uma iniciativa realizada em Luanda, onde o responsável destacou a necessidade de os Estados membros da SADC adoptarem uma abordagem cada vez mais coordenada para enfrentar os riscos associados ao crescimento da transformação digital.

Para Ângelo Buta João, a evolução das tecnologias de informação e comunicação tem criado novas oportunidades para o desenvolvimento económico e social, mas também ampliado a exposição dos países a diferentes formas de criminalidade no espaço digital.

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Neste contexto, considerou fundamental melhorar a capacidade dos Estados da região em matéria de detecção precoce, prevenção, resposta e recuperação perante incidentes cibernéticos, tendo em conta a natureza transfronteiriça dos crimes praticados através das redes digitais.

A cooperação regional surge, assim, como um dos principais instrumentos para fortalecer a segurança do ciberespaço, sobretudo através da partilha de informação, conhecimentos técnicos e mecanismos de resposta entre as instituições responsáveis pela cibersegurança nos diferentes países.

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O secretário de Estado defendeu que a protecção das infra-estruturas digitais deve acompanhar o processo de modernização tecnológica dos países da SADC, uma vez que sectores estratégicos da economia e dos serviços públicos dependem cada vez mais de sistemas informatizados.

A crescente digitalização dos serviços financeiros, administrativos, empresariais e de comunicação aumenta, igualmente, a necessidade de mecanismos capazes de identificar vulnerabilidades e reduzir os impactos de ataques cibernéticos.

Neste quadro, a prevenção deverá assumir um papel central, através do reforço das competências técnicas, da capacitação dos profissionais e da sensibilização dos utilizadores sobre os riscos associados ao uso das tecnologias digitais.

A resposta aos crimes cibernéticos exige também, segundo a perspectiva apresentada pelo governante, uma maior articulação entre os Estados, considerando que os autores de ataques digitais podem operar a partir de diferentes jurisdições e atingir simultaneamente instituições e cidadãos de vários países.

A aposta numa SADC digitalmente mais segura passa, deste modo, pela construção de mecanismos comuns de cooperação e pela criação de condições para que os países membros consigam não apenas reagir aos incidentes, mas também antecipar e neutralizar ameaças.

Para Angola, que tem vindo a reforçar a digitalização de diferentes sectores da administração e da economia, o combate ao cibercrime constitui igualmente um desafio estratégico, sobretudo na protecção de dados, sistemas informáticos e infra-estruturas consideradas críticas.

Tiago Figueira
Tiago Figueira

TIAGO FIGUEIRA Jornalista | Redactor de Sociedade e Política | Comentarista de Relações Internacionais. Com a Carteira 2027, desenvolve trabalho de produção e análise jornalística, procurando interpretar os acontecimentos nacionais e internacionais a partir do seu impacto na sociedade e no interesse público. Na área de Sociedade e Política, dedica-se à cobertura e produção de conteúdos sobre os principais fenómenos sociais, políticos e institucionais de Angola, privilegiando o rigor informativo, a contextualização e a clareza na abordagem dos factos.

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