No programa Um Ponto com Elas, sob o tema “A sabedoria feminina: quando a experiência se transforma em poder”, a psicóloga explicou que a sabedoria foi, durante muito tempo, associada à idade e à experiência acumulada ao longo dos anos. No entanto, sublinhou que ser sábia significa, sobretudo, saber lidar com situações complexas, encontrar soluções com equilíbrio e evitar conflitos desnecessários.
Para Olga Cambundo, uma mulher madura reconhece os próprios limites, sabe o que lhe faz bem e compreende que preservar a sua paz também é uma forma de inteligência.
A especialista destacou ainda que a formação académica, por si só, não determina o grau de sabedoria de uma pessoa. Na sua perspectiva, reconhecer as próprias limitações, saber ouvir, respeitar o espaço do outro e evitar julgamentos precipitados são atitudes fundamentais para uma convivência saudável.
A psicóloga salientou que a inteligência ganha verdadeiro significado quando é acompanhada pela consciência, pela ética e pela responsabilidade nas acções.
Ao abordar a importância do autoconhecimento, Olga Cambundo explicou que a construção pessoal é um processo contínuo, influenciado pelas experiências, pela família, pela sociedade e pelos diferentes ambientes em que cada indivíduo está inserido.
Neste sentido, aconselhou as mulheres a investirem nos estudos, a procurarem formações práticas, a aprenderem com pessoas que já alcançaram aquilo que desejam para o futuro e, sempre que possível, a recorrerem à orientação de um mentor.
“Conhecimento é poder”, defendeu a psicóloga, que também chamou a atenção para a importância da fé e do direccionamento espiritual. Segundo a especialista, para além das qualificações académicas, é necessário desenvolver a consciência, respeitar os outros e a si própria, acompanhar as mudanças à sua volta e descobrir a própria sensibilidade. Cada mulher, explicou, possui uma identidade e características que a distinguem, devendo aprender a viver de acordo com os seus valores, em vez de tentar reproduzir o percurso de outras pessoas.
Olga Cambundo alertou igualmente para o perigo de colocar, de forma sistemática, as necessidades dos outros acima das próprias. Para a psicóloga, viver apenas para agradar às pessoas pode provocar desgaste emocional e afastar a mulher daquilo que realmente necessita.
A especialista defendeu que cuidar de si não significa ignorar os outros, mas reconhecer que o bem-estar pessoal também é essencial para construir relações equilibradas.
Na parte final da sua intervenção, a psicóloga reforçou que a sabedoria não é uma conquista imediata, mas uma construção diária, alimentada pelas experiências e pelas escolhas de cada pessoa. Apelou às mulheres para agirem com honestidade, praticarem o bem mesmo quando não há reconhecimento público e manterem uma conduta ética nas suas relações.
Para Olga Cambundo, transformar a experiência em poder é aprender com o passado, agir com consciência no presente e construir o futuro sem abdicar da própria identidade e da paz interior.



































