Os dez diplomatas eritreus serão expulsos da Etiópia porque as autoridades de Addis Abeba os consideram suspeitos de "actividades que constituem uma ameaça directa à segurança nacional". As autoridades etíopes anunciaram ainda o encerramento da sua embaixada na capital da vizinha Eritreia, Asmara.
Em resposta, poucas horas depois, a Eritreia anunciou a ruptura das suas relações diplomáticas com a Etiópia.
Este contencioso surge numa altura em que Addis Abeba acusa a vizinha Eritreia de apoiar, juntamente com o Sudão e o Egipto, a ofensiva lançada por uma nova aliança anti-governamental na região do Tigré e nas regiões de Afar e Amhara, numa região fronteiriça do norte do país.
A liderar esta ofensiva está a Frente de Libertação do povo to Tigré (TPLF) e o Movimento nacional amhara dos Fano.
A escalada das tensões em território etíope atingiu um novo patamar na noite de quarta-feira, quando se ouviram explosões durante a noite, na capital Addis Abeba, que até ao momento nunca tinha sido alvo de uma acção militar, nem mesmo durante a guerra entre os dois países, entre 2020 e 2022.
O ataque desta quarta-feira visou o quartel das Forças de defesa nacionais etíopes e foi atribuído à nova aliança anti-governamental, chamada Coligação pela sobrevivência.
No entanto, até ao momento, nenhum dos grupos que compõe esta coligação reivindicou o ataque.
Ainda nesta quinta-feira, a Etiópia expulsou um diplomata egípcio. Estas tensões regionais não são novas, mas o retomar dos combates no norte da Etiópia indica que se estão a intensificar.
A Etópia acusa a Eritreia de apoiar os rebeldes baseados na região fronteiriça do norte do país. Por sua vez, Asmara acusa a Etiópia, país-enclave, de cobiçar o seu porto de Assab para ter acesso ao Mar Vermelho.



































