As declarações de Putin, no entanto, deverão ser recebidas com ceticismo no Ocidente, uma vez que Moscovo aumentou de forma expressiva os gastos com defesa desde o início da guerra na Ucrânia.
De acordo com informações veiculadas pela média internacional, o conflito não apresenta sinais de resolução e, pelo contrário, tem-se intensificado nas últimas semanas. As negociações entre Moscovo e Kiev continuam sem progressos visíveis rumo a um cessar-fogo duradouro.
"A Rússia aprecia os esforços do presidente dos EUA, Donald Trump, para pôr fim à guerra", disse Putin. “Ele afirmou recentemente que é mais difícil do que parecia do lado de fora. Isso é verdade”, reconheceu o líder russo.
Por seu lado, Donald Trump disse esta semana acreditar que Putin pretende encontrar uma solução para o conflito. No entanto, tanto a Ucrânia como os seus aliados europeus mantêm a convicção de que o Kremlin não está genuinamente interessado num acordo de paz e que o objectivo russo permanece a conquista de mais território.
Putin referiu ainda que os negociadores russos e ucranianos continuam em contacto regular e que Moscovo está pronta para devolver os corpos de mais de três mil soldados ucranianos caídos em combate.
Desaceleração Económica e Orçamento em Alerta
A economia russa enfrenta uma significativa desaceleração no crescimento, agravada pela pressão orçamental devido à quebra nas receitas provenientes da energia. O Banco Central tem procurado conter a inflação, que subiu em consequência directa do esforço de guerra.
Segundo dados divulgados esta sexta-feira, 27, pela média internacional, a Rússia prevê aumentar em 25% os gastos com a defesa nacional em 2025, alcançando 6,3% do Produto Interno Bruto — o nível mais elevado desde a Guerra Fria. Os gastos militares representam já 32% do orçamento federal do próximo ano.
“As fábricas de armamento têm operado 24 horas por dia nos últimos anos, e o Estado tem investido fortemente em bónus para atrair soldados e em indemnizações às famílias”, declarou Putin.
O presidente admitiu que os aumentos orçamentais na defesa contribuíram para o agravamento da inflação. De acordo com os dados mais recentes, o Ministério das Finanças reviu em alta a estimativa de défice orçamental para 2025, passando de 0,5% para 1,7% do PIB. Esta revisão deve-se à queda de 24% nas receitas energéticas previstas, sendo que o governo russo tenciona recorrer às reservas fiscais para equilibrar o orçamento deste ano.



































