Localizado no bairro Mártires de Kifangondo, com capacidade para 20 mil espectadores, o recinto recebeu, no sábado, 31 de Outubro, um jogo emocionante, à dimensão das duas equipas, com a presença em massa dos aficionados da modalidade, que deram outro colorido à partida.
O Petro de Luanda, que jogou na condição de visitante, depois de desperdiçar várias oportunidades, marcou primeiro, por intermédio de Vanilson.
À medida que o jogo caminhava para o apito final, muitos acreditavam que ainda nada estava perdido para os militares, que poderiam chegar ao empate, e alguns chegaram mesmo a antecipar o nome do possível autor do golo: Dago.
Enquanto alguns adeptos acreditavam que os tricolores levariam os três pontos para o Catetão, ouviu-se o silêncio no lado da equipa comandada por Alexandre Santos, ao passo que, entre os militares, a festa era visível.
O avançado Dago Tshibamba, como tem sido quase habitual no França Ndalu, voltou a fazer a diferença na recta final da partida, com um golo de elevado nível técnico, rematado de uma distância estimada em quase 34 metros, perante o qual Hugo Marques apenas pôde acompanhar a bola a beijar as redes.
Com mais este golo, aquela baliza do França Ndalu ficou ainda mais associada ao nome de Dago, pelo facto de o jogador marcar regularmente naquele lado do campo.
“Mesmo com dois guarda-redes na baliza, a bola seria golo na mesma”, reconheceu Alexandre Santos, treinador do Petro de Luanda.
O jogador da República Democrática do Congo acabou por ser eleito o melhor em campo, depois de assinar um golo que dificilmente será esquecido pelos aficionados do futebol que testemunharam o encontro.
Apesar de o campeonato ainda se encontrar na fase inicial, podemos antever que este tento estará entre os candidatos aos melhores golos da competição.
Esperamos que as equipas angolanas continuem a protagonizar momentos de grande emoção como o que testemunhámos no sábado, de modo a atrair cada vez mais adeptos aos estádios e a projectar uma imagem positiva do nosso futebol. Precisamos de criar condições para atrair mais jogadores, treinadores e outros intervenientes internacionais para o nosso campeonato.
Com partidas de elevada qualidade, os observadores de clubes estrangeiros passarão também a olhar com maior regularidade para a nossa competição. Desta forma, poderemos atrair mais apoios e patrocínios, valorizar os nossos talentos e, consequentemente, construir uma Selecção Nacional mais forte e competitiva.
O futebol angolano precisa de espectáculo, qualidade, competitividade e estádios cada vez mais preenchidos. O clássico 92 mostrou-nos que temos potencial para oferecer tudo isso. Cabe agora aos clubes, aos dirigentes, aos treinadores, aos jogadores e às entidades responsáveis pelo desporto nacional transformar estes momentos em prática regular.
Mantenhamos o foco na melhoria do nosso futebol.
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