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PONTO SOCIAL Publicado em 02/11/2026 às 14:17 22 visualizações

UNIÃO AFRICANA E JORNALISTAS EXIGEM JUSTIÇA PELOS CRIMES CONTRA PROFISSIONAIS DA IMPRENSA

A Comissão da União Africana (UA) e a Federação dos Jornalistas Africanos (FAJ) apelaram, esta segunda-feira, 2 de Novembro, ao fim da impunidade dos crimes contra jornalistas em África, defendendo medidas concretas para prevenir ataques, proteger os profissionais da comunicação social e responsabilizar os autores.

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UNIÃO AFRICANA E JORNALISTAS EXIGEM JUSTIÇA PELOS CRIMES CONTRA PROFISSIONAIS DA IMPRENSA
Imagem: Correio da Kianda

Numa mensagem conjunta, divulgada por ocasião do Dia Internacional para Acabar com a Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, o comissário para os Assuntos Políticos, Paz e Segurança da Comissão da União Africana, Bankole Adeoye, e o presidente da FAJ, Omar Faruk Osman, homenagearam os profissionais mortos, feridos, detidos, ameaçados ou forçados ao exílio por exercerem a sua actividade.

Sob o lema “As ameaças evoluem. A impunidade perdura”, a campanha deste ano alerta para os riscos crescentes enfrentados pelos jornalistas, sobretudo em zonas de conflito, num contexto marcado pela evolução das tecnologias e dos meios utilizados para cometer ataques.

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As duas instituições denunciaram a persistência de assassinatos, agressões físicas, detenções arbitrárias, desaparecimentos forçados, intimidação, perseguição judicial e violência digital contra profissionais da imprensa. As jornalistas, em particular, continuam expostas a ameaças de género, assédio e violência online.

A UA e a FAJ alertaram que a falta de responsabilização dos autores destes crimes incentiva novos ataques, silencia reportagens de interesse público e priva as comunidades de informações essenciais para o funcionamento da democracia.

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As organizações apelaram aos Estados-membros da União Africana para que cumpram as obrigações previstas nos instrumentos jurídicos africanos e internacionais, reforcem os mecanismos nacionais de protecção dos jornalistas e garantam que as leis não sejam utilizadas para intimidar ou censurar a imprensa.

As duas instituições defenderam igualmente uma maior cooperação entre governos, autoridades públicas, órgãos de comunicação social, sindicatos e organizações da sociedade civil, reiterando a necessidade de garantir condições para que os jornalistas exerçam a profissão com liberdade, segurança e sem medo de represálias.

Redacção
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