O futuro da disputa pela presidência do MPLA sofreu uma reviravolta. O Comité Central do partido confirmou, na quarta-feira, 21 de Outubro, a nulidade da candidatura de Francisco Higino Lopes Carneiro, alegando irregularidades relacionadas com a apresentação de documentos considerados falsos no processo de candidatura.
A decisão foi tomada durante a XI Sessão Ordinária do Comité Central, realizada em Luanda, no âmbito dos preparativos para o IX Congresso Ordinário do MPLA, agendado para os dias 9 e 10 de Dezembro de 2026.
Segundo as deliberações do órgão, a decisão confirma o posicionamento anteriormente assumido pela Subcomissão de Candidaturas da Comissão Nacional Preparatória. O partido considera que Higino Carneiro violou, de forma «voluntária e consciente», os deveres de honestidade, lealdade, ética e conduta moral estabelecidos nos Estatutos e no Código de Ética Partidária.
A remessa do caso à PGR abre caminho à apreciação das alegações pelas autoridades competentes, a quem caberá analisar os elementos apresentados e determinar os procedimentos legais aplicáveis.
Com a exclusão de Higino Carneiro, João Lourenço mantém-se como o único candidato aprovado à presidência do MPLA, até ao momento, para o congresso de Dezembro, no qual será definida a liderança do partido para o próximo mandato.



































