Em declarações à Televisão Pública de Angola nesta quarta-feira, o responsável destacou que o sector publicitário não depende apenas de profissionais com licenciatura, mas também de técnicos especializados em áreas como design, maquilhagem, operação de câmara, sonoplastia e som, essenciais para a produção de campanhas e conteúdos de comunicação.
Segundo José Matuta Cuato, um diagnóstico realizado pela Direcção Nacional de Publicidade identificou dificuldades na absorção de diplomados em Comunicação pelas empresas do sector, sobretudo pelas grandes agências, devido à falta de alinhamento entre os conteúdos de alguns cursos universitários e as exigências do mercado.
Para responder a este desafio, a instituição promoveu encontros com universidades, com vista a sensibilizar as instituições de ensino superior para a revisão dos programas curriculares e a adequação da formação às competências procuradas pelas empresas.
O director nacional de Publicidade destacou igualmente o diálogo com a Associação Angolana de Empresas de Marketing e Publicidade (AAEPM), que participa na identificação dos constrangimentos e na procura de soluções para aproximar a formação académica da realidade profissional.
José Matuta Cuato defendeu ainda o reforço da formação técnico-profissional e da aprendizagem prática em articulação com as empresas, considerando que estas modalidades podem criar oportunidades para jovens que pretendem adquirir competências específicas e ingressar no mercado de trabalho sem necessariamente frequentarem um curso universitário.
As declarações foram proferidas no âmbito do FestiPub 2026, evento que reúne profissionais e empresas dos sectores da publicidade, marketing e comunicação, promovendo a reflexão sobre a qualificação dos recursos humanos e os desafios do desenvolvimento da indústria publicitária em Angola.



































