Segundo Alexandra Moutinho, a estimativa, anteriormente divulgada pelo Banco Nacional de Angola (BNA), em Julho deste ano, reflecte a dimensão das necessidades de financiamento do país para implementar medidas de mitigação e adaptação às alterações climáticas.
A responsável destacou que o sector bancário nacional começa a desenvolver instrumentos de financiamento sustentável, apontando como exemplo a primeira oferta pública de obrigações de sustentabilidade do país, realizada pelo Banco BAI e admitida à negociação na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA).
A operação permitiu mobilizar cerca de 57,5 mil milhões de kwanzas, destinados ao financiamento de projectos com impacto ambiental e social, alinhados com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.
Entre as iniciativas em curso, Alexandra Moutinho mencionou a reabilitação de cerca de 1.300 quilómetros da linha ferroviária do terminal mineral do Corredor do Lobito, a construção de duas centrais solares fotovoltaicas, com capacidade superior a 500 megawatts, e a implementação de 65 mini-redes solares com sistemas de armazenamento, ligadas à captação e purificação de água em quatro províncias do Sul de Angola.
As iniciativas enquadram-se nos esforços para reforçar a sustentabilidade ambiental, ampliar o acesso à energia e à água e mobilizar recursos financeiros para projectos que contribuam para a adaptação climática e o desenvolvimento sustentável do país.



































