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PONTO SAÚDE Publicado em 15/05/2026 às 15:10 15 visualizações

UÍGE REGISTA UM CASO POSITIVO DE MPOX E REFORÇA CAMPANHA DE VACINAÇÃO NAS ZONAS FRONTEIRIÇAS

As autoridades sanitárias reforçaram a campanha de vacinação em municípios considerados de alto risco na província do Uíge, sobretudo nas zonas fronteiriças com a República Democrática do Congo, após o registo de dez casos suspeitos de MPOX, também conhecida como varíola dos macacos.

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UÍGE REGISTA UM CASO POSITIVO DE MPOX E REFORÇA CAMPANHA DE VACINAÇÃO NAS ZONAS FRONTEIRIÇAS
Imagem: Voz de Angola

A campanha de vacinação decorre desde o final do mês de Abril e abrange municípios como Maquela do Zombo, Sacandica, Massau, Quimbele e Alto Zaza, localidades consideradas vulneráveis devido à proximidade com a República Democrática do Congo, país onde a doença continua recorrente.

Segundo as autoridades sanitárias, os restantes dez casos suspeitos encontram-se sob investigação laboratorial, enquanto equipas técnicas intensificam acções de prevenção e controlo da doença nas comunidades mais expostas.

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A chefe do Departamento de Saúde Pública no Uíge, Lindesa Xaves, falou a RNA, que a província já havia registado cinco casos suspeitos de MPOX no ano passado, sobretudo em municípios fronteiriços.

“As aldeias localizadas nestas zonas merecem maior atenção e vigilância. Apesar das dificuldades na adesão das populações, continuamos a apelar para que os cidadãos procurem as direcções municipais e comunais de saúde para a vacinação”, afirmou.

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As autoridades sanitárias enfrentam igualmente desafios na imunização dos chamados grupos da linha da frente, considerados prioritários devido ao elevado risco de exposição. Entre estes grupos estão profissionais de saúde, professores, efectivos das Forças Armadas, técnicos de migração e trabalhadores ligados ao controlo fronteiriço.

A baixa adesão comunitária e as dificuldades logísticas em algumas áreas rurais continuam a preocupar os técnicos de saúde, que defendem maior colaboração das populações no combate à doença.

A MPOX é uma doença viral infecciosa que provoca febre, lesões cutâneas e outros sintomas clínicos, sendo transmitida por contacto próximo com pessoas infectadas ou materiais contaminados. As autoridades reforçam que a prevenção, vigilância epidemiológica e vacinação continuam a ser as principais medidas para evitar a propagação da doença na província.

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Redacção
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