Para o Chefe de Estado, esta realidade tem contribuído para a instabilidade em diferentes regiões, incluindo a Europa, o Médio-Oriente, o Golfo Pérsico e África, enquanto aumentam as tensões na região da Ásia-Pacífico.
O Presidente manifestou ainda preocupação com a ausência de sinais de entendimento para pôr fim às guerras entre a Rússia e a Ucrânia e aos conflitos no Médio-Oriente e no Golfo Pérsico.
João Lourenço condenou igualmente os ataques contra populações civis e apelou ao respeito pelos direitos fundamentais, incluindo o acesso à água, alimentos, medicamentos e assistência humanitária.
Na sua intervenção, o Chefe de Estado associou o agravamento dos conflitos à deterioração da segurança alimentar, energética e humanitária em várias partes do mundo. Alertou também para os riscos provocados pelas restrições à circulação marítima nos estreitos de Ormuz e Bab-Al-Mandeb, capazes de afectar as cadeias de abastecimento e agravar as dificuldades dos países mais vulneráveis.
Perante este cenário, João Lourenço defendeu uma reflexão profunda no seio das Nações Unidas, considerando a organização como o principal espaço multilateral para a procura de soluções para os conflitos.
O Presidente angolano apelou à recuperação do papel central da ONU na manutenção da paz e afirmou que a comunidade internacional deve substituir a confrontação pelo diálogo e a força das armas pela força do Direito.
No encerramento deste capítulo do discurso, João Lourenço deixou uma das mensagens mais fortes da sua intervenção: “Nenhuma arma é mais poderosa que a diplomacia”. Para o Presidente, enquanto as armas destroem vidas e infra-estruturas, a diplomacia deve servir para unir, reparar, construir e salvar vidas, povos e nações.



































