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SAÚDE Publicado em 16/09/2026 às 13:49 9 visualizações

MPOX ACELERA EM ANGOLA E CHEGA A LUANDA COM 578 CASOS CONFIRMADOS

Angola vive uma nova fase de pressão epidemiológica provocada pela Mpox, com o número de casos positivos a atingir 578 desde o início do surto, em 2024. Cabinda continua a ser o principal foco da doença, com mais de 350 infecções, enquanto Luanda já contabiliza 13 casos. As autoridades sanitárias alertam para a necessidade de reforçar a vigilância, a prevenção e a procura atempada dos serviços de saúde.

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MPOX ACELERA EM ANGOLA E CHEGA A LUANDA COM 578 CASOS CONFIRMADOS

A Mpox, anteriormente conhecida como vmpox-acelera-em-angola-e-chega-a-luanda-com-578-casos-confirmadosaríola dos macacos, está a ganhar uma dimensão cada vez mais preocupante em Angola. O mais recente balanço divulgado pelas autoridades aponta para 578 casos positivos acumulados desde o início do surto, em 2024, além de duas mortes associadas à doença.

O cenário revela uma evolução rápida da transmissão. Até 10 de Setembro, o Ministério da Saúde contabilizava oficialmente 442 casos confirmados em 11 das 21 províncias, com 314 ocorrências em Cabinda e 19 no Moxico Leste. Cinco dias depois, a coordenadora do Programa Nacional de Vigilância Epidemiológica, Regina António, apresentou um novo balanço, elevando o total para 578 casos.Angola sem casos de Mpox

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A diferença entre os dois balanços mostra a velocidade com que novos casos têm sido identificados e reforça a necessidade de acompanhamento permanente da situação epidemiológica.

CABINDA CONTINUA NO CENTRO DO SURTO

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Cabinda permanece como a província mais afectada. Segundo os dados mais recentes divulgados pela Rádio Nacional de Angola, a província concentra 354 dos 578 casos positivos registados no país.

A situação levou as autoridades provinciais a adoptar medidas específicas de resposta, incluindo uma campanha de vacinação iniciada no princípio de Setembro. Foram disponibilizadas 30 mil doses de vacina, com 25 equipas e 174 profissionais de saúde mobilizados para a campanha.

A concentração de casos em Cabinda coloca a província no centro das estratégias nacionais de controlo da doença, sobretudo pela necessidade de interromper cadeias de transmissão e proteger as populações mais expostas.

LUANDA ENTRA NO MAPA DA TRANSMISSÃO

A entrada de Luanda entre as províncias com casos confirmados acrescenta uma nova preocupação às autoridades sanitárias. A capital já contabiliza 13 casos positivos, segundo os dados divulgados a 15 de Setembro.

A dimensão populacional e a elevada mobilidade de pessoas na capital tornam particularmente importante a identificação precoce dos casos e o acompanhamento dos contactos.

A coordenadora do Programa Nacional de Vigilância Epidemiológica chamou ainda a atenção para um dos principais obstáculos ao controlo da doença: a demora de alguns cidadãos em procurar assistência médica quando surgem sintomas suspeitos.

Esta realidade pode dificultar a identificação precoce das cadeias de transmissão e aumentar o risco de contacto entre pessoas infectadas e a comunidade.

BENGO REGISTA NOVOS CASOS

A expansão territorial da Mpox também exige atenção noutras províncias. O aparecimento de novos casos deve ser acompanhado pelas estruturas locais de saúde, sobretudo quando existe ligação epidemiológica entre os pacientes.

No caso do Bengo, foram anunciados três novos casos associados a membros da mesma família, no município do Panguila, situação que reforça a importância da vigilância dentro dos agregados familiares e entre pessoas que mantêm contacto próximo.

A transmissão da Mpox ocorre principalmente através de contacto próximo com uma pessoa infectada, incluindo contacto directo com lesões da pele, secreções ou materiais contaminados. O risco também aumenta em situações de contacto físico intenso, incluindo relações sexuais.

UMA DOENÇA QUE EXIGE ATENÇÃO, NÃO ESTIGMA

A Mpox pode provocar febre, dores de cabeça, dores musculares e articulares, aumento dos gânglios linfáticos e lesões na pele ou nas mucosas. O período entre a exposição ao vírus e o aparecimento dos primeiros sintomas pode variar entre cinco e 21 dias.

Embora muitos casos evoluam favoravelmente, a existência de mortes associadas à doença demonstra que o vírus não deve ser encarado com ligeireza.

Ao mesmo tempo, a resposta à Mpox exige informação responsável. O medo, a discriminação e a circulação de informações falsas podem afastar pessoas dos serviços de saúde e dificultar o trabalho das autoridades.

Por isso, a prevenção passa não apenas pelas medidas sanitárias, mas também pela capacidade de informar correctamente a população.

As autoridades sanitárias recomendam evitar o contacto próximo com pessoas que apresentem sintomas ou lesões suspeitas, não partilhar roupas, toalhas e outros objectos de uso pessoal e reforçar a higiene das mãos com água e sabão ou solução desinfectante.

Perante sintomas compatíveis com Mpox, a orientação é procurar assistência médica e evitar contactos próximos com outras pessoas até receber avaliação profissional.

 

Redacção
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Jornalista e colaborador da redação do portal Ponto de Situação.

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