A informação foi avançada pelo director provincial da Agricultura, Pecuária e Pescas, João Lara, à margem da visita do presidente do Conselho de Administração do Fundo de Garantia de Crédito (FGC), Luzayadio Nsimba, à Fazenda Mungo.
Segundo João Lara, a agricultura familiar sustenta a província e envolve mais de 28 mil famílias na produção de diferentes culturas, incluindo produtos de alto rendimento e frutas. O responsável defendeu o reforço da assistência técnica aos produtores, bem como a necessidade de análise dos solos, mecanização e irrigação.
João Lara explicou que os dados definitivos da campanha agrícola 2025–2026 ainda estão em avaliação e deverão ser conhecidos no final de Novembro, depois de validados e consolidados. Entre os principais desafios do sector, apontou ainda a dependência das chuvas, a necessidade de mecanização pesada para a preparação dos terrenos e a construção de reservatórios para apoiar a irrigação.
No domínio da fertilização, o director provincial defendeu o uso de adubos adequados às características dos solos, mencionando o sulfato de amónio e o NPK entre os fertilizantes tradicionalmente utilizados.
Sublinhou igualmente a importância de uma fertilização equilibrada e de maior diálogo entre produtores e especialistas técnicos, incluindo a Faculdade de Ciências Agrárias e as estruturas agronómicas.
A Fazenda Mungo, que recebeu uma garantia do FGC, foi apontada como um projecto-âncora na produção de abacate. João Lara afirmou que a província possui potencial para desenvolver esta cultura e mencionou ainda a Fazenda MM e o projecto do produtor Nelito Monteiro, no município do Cachiungo.
O responsável incentivou os produtores com projectos a recorrerem ao FGC para a obtenção de garantias, considerando positiva a relação entre o Fundo e os produtores da província.



































