A paralisação, convocada pelo Sindicato dos Oficiais de Justiça de Angola (SOJA), registou, segundo o coordenador da greve, Denílson Duro, uma adesão significativa em várias zonas do país, com alguns serviços a encerrarem as portas. O movimento pretende pressionar as autoridades a apresentarem respostas concretas às reivindicações da classe.
Entre as principais exigências estão o reajuste salarial, actualização das categorias, promoções extraordinárias e melhoria das condições laborais, incluindo infra-estruturas e meios de comunicação dos serviços de Justiça.
O SOJA reclama igualmente o pagamento de emolumentos unificados e outros valores remuneratórios em atraso há mais de três meses. O sindicato questiona ainda a gestão do Cofre Geral de Justiça e exige um cronograma para a regularização dos pagamentos, bem como um mecanismo transitório enquanto os atrasos não forem resolvidos.
A classe defende também uma nova repartição das receitas provenientes dos serviços das conservatórias, identificação civil e tribunais, argumentando que parte desses recursos deve contribuir para o funcionamento e melhoria das respectivas unidades.
A actual paralisação acontece depois de várias rondas de negociação entre o SOJA e o Executivo. Em Janeiro, as partes chegaram a um entendimento sobre oito pontos do caderno reivindicativo, o que levou à suspensão da segunda fase da greve prevista para Fevereiro.
Apesar do novo confronto, o sindicato diz manter aberta a porta do diálogo e apela aos oficiais para uma greve marcada pela serenidade, disciplina e unidade.
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