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POLITICA Publicado em 24/09/2026 às 17:15 14 visualizações

À MARGEM DA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU

A Primeira-Dama da República de Angola, Ana Dias Lourenço, defendeu, em Nova Iorque, a necessidade de uma nova abordagem internacional sobre a justiça reparativa, a restituição cultural e a transformação da economia criativa africana, considerando que a reparação histórica deve ser tratada como um direito legítimo e não como um acto de benevolência ou caridade.

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À MARGEM DA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU
Imagem: Portal Cipra

A posição foi manifestada esta quarta-feira, 23 de Setembro, durante o fórum subordinado ao tema “Promovendo a Justiça Reparativa, a Restituição Cultural e a Transformação da Economia Criativa de África”, promovido pela Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD), à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Na sua intervenção, Ana Dias Lourenço sustentou que a justiça reparativa deve constituir um dos pilares de uma ordem internacional mais equitativa, defendendo que os processos de restituição precisam de ultrapassar o plano simbólico e traduzir-se em medidas concretas capazes de produzir resultados para os povos e países africanos.

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Para a Primeira-Dama, as instituições continentais e os blocos regionais africanos devem assumir um papel central na construção desta mudança, criando condições para que as reivindicações históricas do continente sejam transformadas em políticas e mecanismos efectivos de reparação.

Entre as prioridades apontadas está a reforma da arquitectura financeira internacional, que, segundo Ana Dias Lourenço, continua a contribuir para ciclos de dependência que limitam o desenvolvimento dos países africanos.

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A responsável defendeu igualmente a necessidade de África apresentar uma posição comum nos principais espaços multilaterais, reforçando a capacidade de negociação do continente perante os desafios económicos, financeiros e sociais de dimensão global.

No domínio jurídico, Ana Dias Lourenço considerou necessária a criação de quadros legais e políticos robustos, capazes de sustentar as reivindicações de reparação à escala internacional, tendo como referência os princípios do direito internacional.

Liderança africana pelas mulheres e meninas

A agenda da Primeira-Dama angolana em Nova Iorque começou antes do fórum desta quarta-feira. Na terça-feira, 22 de Setembro, participou numa iniciativa da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OPDAD), organização da qual é Vice-Presidente.

Subordinado ao tema “OPDAD: um legado de liderança a serviço das mulheres e meninas”, o encontro serviu para analisar o percurso da organização, reconhecer as parcerias estabelecidas ao longo dos anos e discutir uma visão partilhada para a sua próxima etapa de actuação.

A iniciativa colocou igualmente em evidência o papel das primeiras-damas africanas na promoção de políticas e acções destinadas à melhoria das condições de vida das mulheres e meninas no continente.

Ainda na terça-feira, Ana Dias Lourenço participou numa cerimónia de recepção com a Primeira-Dama dos Estados Unidos da América, Melania Trump, realizada sob o lema “Promovendo o futuro juntos”.

Educação no centro da agenda

Na segunda-feira, 21 de Setembro, a Primeira-Dama angolana marcou presença, pelo segundo ano consecutivo, no encontro promovido pela organização Theirworld, subordinado ao tema “A educação constrói-se amanhã”.

A organização é liderada por Sarah Brown, activista e esposa do antigo Primeiro-Ministro britânico Gordon Brown, e tem entre as suas áreas de intervenção a promoção da educação e das oportunidades para crianças e jovens.

A participação de Ana Dias Lourenço nos diferentes encontros realizados em Nova Iorque ocorre paralelamente à presença da delegação angolana na Assembleia Geral das Nações Unidas, proporcionando espaços adicionais para a abordagem de questões ligadas ao desenvolvimento de África, à educação, aos direitos das mulheres e meninas, à cultura e às relações multilaterais.

 

 

Redacção
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