O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, manteve, quarta-feira, encontros de alto nível na República da Coreia, no âmbito da sua visita oficial, com o objectivo de reforçar a cooperação bilateral e atrair investimentos para o sector eléctrico nacional.
A agenda incluiu reuniões com o ministro do Clima, Energia e Ambiente sul-coreano, Sungwhan Kim, o director executivo do Banco de Exportação e Importação da Coreia (Korea Eximbank) e o vice-ministro para a Diplomacia Económica do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Durante os encontros, João Baptista Borges apresentou as prioridades do Executivo angolano, com destaque para o aumento da capacidade de produção de energia, o reforço das redes de transporte, a modernização das infra-estruturas e a ampliação do acesso à electricidade. O governante realçou igualmente o potencial da matriz energética nacional, assente predominantemente em fontes renováveis, sobretudo na energia hídrica.
A mobilização de recursos financeiros esteve entre os principais pontos da missão, tendo os contactos com o Korea Eximbank permitido analisar mecanismos de financiamento para projectos considerados prioritários, em conformidade com as orientações do Executivo para a captação de investimentos e o reforço da diplomacia económica.
A cooperação financeira entre os dois países conta com instrumentos institucionais estabelecidos, nomeadamente o Acordo-Quadro relativo aos empréstimos do Fundo de Cooperação para o Desenvolvimento Económico (EDCF), para o período de 2024 a 2028, assinado em Luanda, a 15 de Setembro de 2025. Na mesma ocasião, foi celebrado um acordo de financiamento destinado a instalações de transformação de pescado e armazenagem frigorífica.
Estes mecanismos poderão facilitar a avaliação e o eventual financiamento de novos projectos, incluindo no sector energético, mediante o cumprimento dos procedimentos técnicos e financeiros aplicáveis.
No encontro com o vice-ministro para a Diplomacia Económica, o ministro destacou o fortalecimento das relações entre Angola e a República da Coreia, sustentadas pelo diálogo político, pela cooperação económica e pelo intercâmbio comercial.
As partes reconheceram ainda o potencial de Angola como parceiro estratégico, tendo em conta os seus recursos energéticos e matérias-primas, incluindo minerais críticos essenciais à transição energética, bem como as oportunidades de cooperação tecnológica, industrial e financeira.



































