O Presidente norte-americano, Donald Trump, e o antigo chefe de Estado Barack Obama participam em acções de campanha nos estados de Ohio e da Geórgia, considerados decisivos para as eleições intercalares. A votação determinará qual dos partidos controlará o Congresso nos próximos dois anos.
A campanha decorre num contexto de queda da popularidade de Trump, pressionado pela insatisfação dos eleitores com o elevado custo de vida e a guerra contra o Irão. Estes factores ameaçam a maioria republicana nas duas câmaras do Congresso.
Em Ohio, Trump apoia o senador republicano Jon Husted, que enfrenta o democrata Sherrod Brown numa das disputas mais renhidas para o Senado. Na Geórgia, Obama participa na campanha de reeleição do senador democrata Jon Ossoff, que concorre contra o republicano Mike Collins.
Segundo analistas independentes citados pela Reuters, os democratas têm boas perspectivas de conquistar a maioria na Câmara dos Representantes. No Senado, contudo, o cenário é mais difícil, uma vez que o partido precisa de vencer em estados tradicionalmente republicanos para alcançar as 51 cadeiras necessárias ao controlo daquela câmara.
Paralelamente, Trump procura mobilizar a sua base eleitoral e anunciou medidas para reduzir os custos da energia e apoiar financeiramente milhões de norte-americanos.
O Presidente também intensificou iniciativas relacionadas com as regras eleitorais, enquanto a Comissão Eleitoral Federal enfrenta uma interrupção do seu sistema electrónico de registo de financiamento de campanhas, dificultando a apresentação de relatórios de despesas e o acesso público a informações sobre os financiadores dos candidatos.



































