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PONTO SOCIAL Publicado em 02/11/2026 às 14:02 21 visualizações

AIC REFORÇA APOSTA NOS DIREITOS DAS MULHERES E MENINAS RURAIS EM ANGOLA

A organização Acção para a Igualdade no Campo (AIC) foi apresentada publicamente, em Luanda, com o compromisso de promover os direitos, a educação e a autonomia económica das mulheres e meninas, sobretudo nas comunidades rurais, com a previsão de abranger 300 mulheres e 300 meninas no Moxico-Leste, na Lunda-Sul e no Cunene.

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AIC REFORÇA APOSTA NOS DIREITOS DAS MULHERES E MENINAS RURAIS EM ANGOLA
Imagem: DR Ponto de Situação

Sob o lema “Da semente à transformação”, a AIC pretende intervir em áreas como a agroecologia, a educação das meninas, a resiliência climática, o acesso à terra e aos recursos produtivos, a prevenção da violência baseada no género e a promoção da liderança feminina.

Durante o discurso de abertura, Noelma Veigas de Abreu defendeu a necessidade de políticas públicas mais próximas das comunidades e de organizações da sociedade civil que conheçam as dificuldades enfrentadas pelas populações rurais. A responsável sublinhou ainda que as mulheres e meninas devem ser consideradas protagonistas das soluções para os problemas que afectam o seu desenvolvimento.

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“Precisamos de políticas que cheguem às pessoas onde elas vivem e não apenas onde é fácil chegar”, afirmou, destacando igualmente a importância da educação como instrumento fundamental para a promoção da igualdade de género.

Por sua vez, a presidente executiva da AIC, Cecília Kitombe, reconheceu que trabalhar em prol dos direitos das mulheres e meninas em Angola constitui um grande desafio, mas reafirmou o compromisso da organização em desenvolver acções com impacto nas comunidades rurais e semiurbanas.

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Segundo a responsável, a escolha das três províncias teve em conta as necessidades identificadas em cada região. No Moxico-Leste, a organização destaca Cazombo como ponto de partida das suas actividades, depois de constatar dificuldades enfrentadas pelas mulheres rurais e meninas durante visitas à localidade.

Numa primeira fase, a AIC prevê promover a organização comunitária e a criação de cooperativas, reforçar a defesa dos direitos das mulheres, prevenir a violência baseada no género e desenvolver acções de educação sexual dirigidas às meninas.

A organização pretende igualmente criar espaços de diálogo entre as meninas e as suas famílias, para discutir questões que condicionam o seu crescimento e desenvolvimento.

 

Redacção
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