Em entrevista concedida à Rádio Correio da Kianda, Joveth Domingos afirmou que mantém respeito pela UNITA, que considera uma escola de formação política, mas distingue a instituição do comportamento de alguns dos seus responsáveis.
Segundo o líder do BASTA, determinadas práticas de dirigentes contribuem para transformar o partido numa estrutura de interesses particulares, situação que, no seu entender, tem dificultado a chegada da formação política ao poder.
Joveth Domingos recorreu ainda a uma comparação com o desporto de alta competição para questionar os resultados eleitorais da UNITA ao longo das últimas décadas, defendendo que as sucessivas derrotas deveriam motivar uma reflexão interna sobre a preparação e a organização do partido.
As críticas estenderam-se igualmente a outras formações políticas, com o dirigente a considerar que a corrupção não está concentrada exclusivamente no partido que governa o país. Na ocasião, acusou sectores da oposição de transformarem a actividade política numa fonte de benefícios económicos.
O presidente do BASTA rejeitou também as alegações de que a sua formação teria recebido financiamento de terceiros ou beneficiado de apoio do MPLA para a legalização. Garantiu que o partido foi constituído com recursos e esforço próprios, desafiando os autores das acusações a apresentarem provas de eventuais ligações ao partido no poder.
A posição surge depois de o BASTA ter reafirmado a intenção de disputar as eleições gerais de 2027, com o objectivo de alcançar o poder e apresentar-se como uma alternativa no panorama político nacional. De lembrar que o Tribunal Constitucional confirma legalização do Bloco para a Alternância Social de Todos Angolanos no caminho para a disputa de 2027.



































