O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, afirmou que um míssil atingiu o aeroporto internacional de Riad e provocou a suspensão do tráfego aéreo. Pouco antes, as autoridades sauditas tinham informado a intercepção de um míssil lançado contra o norte da capital, onde está localizado o aeroporto.
No Iémen, a agência estatal Saba informou que drones carregados de explosivos e dois mísseis balísticos houthis atingiram o aeroporto de Aden, onde está instalado o Governo reconhecido internacionalmente. Outros aeroportos no sul da Arábia Saudita também foram atingidos, segundo as autoridades, deixando três pessoas ligeiramente feridas e provocando danos materiais.
Os ataques ocorrem numa altura de forte intensificação dos combates no Iémen. Em Setembro, os houthis avançaram sobre a faixa costeira junto ao Mar Vermelho e reforçaram a sua presença na região do estreito de Bab el-Mandeb, uma das principais rotas marítimas entre a Ásia e a Europa.
Em resposta, as forças governamentais, apoiadas pela aviação saudita, lançaram uma contra-ofensiva e afirmam ter realizado mais de mil ataques, recuperando posições estratégicas na costa do Mar Vermelho, incluindo áreas próximas de Bab el-Mandeb e a cidade de Mokha. Os houthis, contudo, negam os avanços e dizem ter repelido as tropas governamentais em algumas frentes.
A escalada também atingiu a infra-estrutura petrolífera saudita. Na segunda-feira, os houthis atacaram uma refinaria da Aramco junto ao Mar Vermelho. Segundo uma fonte do sector energético citada pela AFP, o oleoduto Leste-Oeste ficou fora de operação no Domingo, aumentando a pressão sobre as exportações petrolíferas do reino.
Perante a intensificação dos ataques, Turquia, Paquistão e Arábia Saudita anunciaram a activação de um acordo de defesa assinado em Agosto. A medida prevê a mobilização de forças e meios militares para reforçar a protecção do território saudita, embora os detalhes operacionais ainda estejam a ser definidos.



































