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PONTO VERDE Publicado em 27/03/2026 às 11:49 24 visualizações

CAFÉ CIPRA DEBATE TURISMO COMO PILAR ESTRATÉGICO PARA DIVERSIFICAÇÃO ECONÓMICA EM ANGOLA

A vigésima primeira edição do CaféCIPRA reúne, na tarde desta sexta-feira, 27, em Luanda, ministros e operadores do sector turístico para um diálogo aberto sobre os desafios e oportunidades de investimento no turismo, num momento em que Angola intensifica esforços para reduzir a dependência do petróleo.

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CAFÉ CIPRA DEBATE TURISMO COMO PILAR ESTRATÉGICO PARA DIVERSIFICAÇÃO ECONÓMICA EM ANGOLA

Num cenário económico global marcado pela instabilidade dos preços do petróleo, Angola procura consolidar novas fontes de crescimento sustentável, posicionando o turismo como um dos eixos centrais da sua estratégia de diversificação económica.

É neste contexto que o Centro de Imprensa da Presidência da República (CIPRA), na Cidade Alta, acolhe mais uma edição do CaféCIPRA, sob o lema da promoção do turismo e do reforço do investimento no sector.

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A iniciativa, que se afirma como um espaço de “diálogo sem mediação”, junta à mesma mesa decisores políticos e operadores económicos, numa tentativa de aproximar o discurso institucional da realidade prática vivida pelos agentes do sector.

Como facilitadores do debate, participam os ministros do Turismo, Márcio Daniel, dos Transportes, Ricardo de Abreu, e das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, numa abordagem transversal que reflete a natureza multidimensional do turismo.

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O encontro surge numa fase em que o Executivo angolano tem vindo a estruturar um conjunto de políticas públicas orientadas para o relançamento do turismo.

Entre os instrumentos mais relevantes destaca-se o Plano Nacional de Fomento do Turismo (Planatur 2024-2027), que estabelece metas concretas para o aumento da oferta turística, melhoria das infraestruturas e valorização do património natural e cultural do país.

Paralelamente, programas como Simplifica Turismo, Capacita Turismo e Planifica Turismo procuram responder a desafios estruturais do sector, nomeadamente a burocracia no licenciamento, a qualificação dos recursos humanos e a necessidade de planeamento integrado.

A revisão de taxas e procedimentos para o licenciamento de empreendimentos turísticos e estabelecimentos de restauração e similares constitui, igualmente, um passo significativo na criação de um ambiente mais favorável ao investimento.

Outro eixo relevante das reformas prende-se com a organização de segmentos específicos, como o turismo marítimo, de cruzeiros e de eventos, áreas com elevado potencial de crescimento e geração de receitas. Estas medidas visam não apenas atrair investidores estrangeiros, mas também dinamizar o empresariado nacional, promovendo a criação de emprego e o desenvolvimento local.

Especialistas consideram que o sucesso destas políticas dependerá, em grande medida, da capacidade de articulação entre os diferentes sectores envolvidos, desde os transportes e infraestruturas até à promoção internacional do destino Angola. Neste sentido, fóruns como o CaféCIPRA assumem um papel crucial ao permitir a identificação de constrangimentos, a partilha de experiências e a construção de soluções conjuntas.

Mais do que um simples encontro institucional, esta edição do CaféCIPRA reflete uma mudança de paradigma na governação, baseada na escuta activa e na inclusão dos diversos actores económicos e sociais. Ao promover um diálogo aberto entre o Executivo e os operadores do sector, o evento contribui para a consolidação de uma visão estratégica mais participativa e orientada para resultados.

Num país rico em recursos naturais, diversidade cultural e potencial turístico ainda por explorar, a aposta no turismo representa não apenas uma alternativa económica, mas uma oportunidade de reposicionar Angola no mapa dos destinos internacionais, transformando desafios em motores de desenvolvimento sustentável.

 

Redacção
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