A vitória coloca Angola com quatro pontos em duas jornadas, os mesmos do Egipto, que permanece na liderança do Grupo B por possuir melhor diferença de golos. O Malawi, que havia vencido o Sudão do Sul na primeira jornada, mantém-se com três pontos, enquanto o Sudão do Sul ainda não pontuou.
Entrada fulminante
A equipa orientada pelo treinador senegalês Aliou Cissé praticamente não precisou de tempo para assumir o comando da partida.
Logo aos dois minutos, Felício Milson abriu o marcador, depois de uma assistência de Marsoni Sambu, colocando Angola em vantagem e obrigando o Malawi a alterar, desde cedo, a estratégia inicialmente preparada para o encontro.
O golo madrugador deu confiança aos Palancas Negras, que continuaram a pressionar e a procurar ampliar a vantagem.
A insistência acabou por produzir resultado aos 38 minutos, quando Mabululu apareceu para fazer o segundo golo angolano, na sequência de um canto cobrado por Pedro Bondo. Com o 2-0, Angola parecia encaminhar o encontro para uma noite tranquila.
Um autogolo devolve esperança ao Malawi
Quando Angola parecia ter o jogo controlado, o Malawi encontrou uma forma inesperada de regressar à disputa.
Já nos descontos da primeira parte, aos 45+2 minutos, Kialonda Gaspar marcou um autogolo, reduzindo a vantagem dos Palancas Negras para 2-1.
O lance levou o Malawi para o intervalo ainda dentro do jogo, apesar do domínio exercido por Angola durante grande parte da primeira etapa.
Miro fecha as contas
Na segunda parte, Angola voltou a assumir o controlo e continuou a procurar o terceiro golo.
Aos 68 minutos, Aliou Cissé mexeu no ataque, lançando Miro e Zini para os lugares de Mabululu e Zito Luvumbo. A alteração produziu efeitos praticamente imediatos.
Dois minutos depois, Miro apareceu para marcar o terceiro golo de Angola e estabelecer o resultado final em 3-1, devolvendo tranquilidade à equipa e afastando a possibilidade de uma recuperação malawiana.
Domínio traduzido em números
A superioridade angolana também ficou expressa nas estatísticas da partida.
Os Palancas Negras terminaram o encontro com 72% de posse de bola, contra 28% do Malawi, e registaram 21 remates, nove dos quais enquadrados, contra apenas seis remates dos visitantes.
Angola conquistou ainda 13 cantos, contra dois do adversário, e realizou 761 passes, com 688 completos.
Os números ajudam a explicar uma vitória que não se limitou ao resultado: Angola teve maior iniciativa, ocupou mais tempo o meio-campo adversário e criou sucessivas situações de ataque.
Quatro pontos e pressão sobre o Egipto
Depois do empate a zero diante do Egipto na primeira jornada, os três pontos diante do Malawi assumem particular importância para as contas do Grupo B.
Angola chega aos quatro pontos e fica igualada ao Egipto, que lidera o agrupamento devido à melhor diferença de golos. O Malawi segue no terceiro posto, com três pontos, enquanto o Sudão do Sul permanece sem pontuar.
A situação coloca os Palancas Negras numa posição competitiva para atacar uma das vagas de acesso à fase final do CAN 2027, mas a campanha ainda está numa fase inicial e cada jornada poderá alterar a configuração do grupo.
Sudão do Sul é o próximo desafio
O calendário reserva agora para Angola dois confrontos consecutivos diante do Sudão do Sul, em jogos de ida e volta previstos para Novembro.
Depois de somar um ponto no Egipto e conquistar a primeira vitória em casa, a selecção nacional entra na próxima fase da qualificação com confiança reforçada, mas também com a responsabilidade de transformar o bom momento em regularidade.
O CAN 2027 será disputado entre 19 de Junho e 17 de Julho de 2027, no Quénia, Tanzânia e Uganda, países anfitriões da competição.



































