Mary Leona Gage, inicialmente declarada vencedora, do concurso Miss Estados Unidos de 1957, realizado a 17 de Julho, no Long Beach Municipal Auditorium, na Califórnia, foi afastada após a organização descobrir que tinha omitido informações sobre o seu estado civil, a maternidade e a verdadeira idade.
A jovem era casada, tinha dois filhos e, contrariamente aos 21 anos que afirmara ter, contava apenas 18 anos.
As revelações contrariavam os critérios de elegibilidade estabelecidos na altura, que impediam a participação de mulheres casadas ou com filhos. A situação levou à abertura de uma investigação, depois de surgirem suspeitas sobre a veracidade das informações fornecidas pela candidata.
A polémica ganhou maior dimensão quando familiares de Mary Leona Gage, incluindo a mãe e a sogra, confirmaram publicamente as informações que já circulavam nos meios de comunicação social.
Perante os factos, a organização decidiu retirar-lhe a coroa e atribuir o título à segunda classificada, Charlotte Sheffield, representante do Estado do Utah.
CONSEQUÊNCIAS PARA A VIDA PESSOAL
Depois da desclassificação, Mary Leona Gage enfrentou dificuldades para reconstruir a sua trajectória, tendo encontrado obstáculos na concretização de outros projectos pessoais e profissionais.
Mais tarde, tentou seguir a carreira artística, casou-se seis vezes e teve cinco filhos. Ao longo dos anos, enfrentou problemas pessoais, episódios de depressão e acusações de negligência infantil, entre outras situações que marcaram a sua vida.
Nos últimos anos, passou a viver de forma mais reservada, afastada de familiares e de outras pessoas próximas.
Mary Leona Gage morreu em 2010, vítima de doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), deixando para trás uma história que continua associada a um dos escândalos mais conhecidos dos concursos internacionais de beleza, particularmente dos Estados Unidos da América.
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