De acordo com o Relatório de Fundamentação do OGE 2027, o Estado prevê gastar 16,21 biliões de kwanzas com o serviço da dívida, correspondente a 43,4% da despesa total, estimada em 37,34 biliões de kwanzas.
Deste montante, 7,49 biliões destinam-se ao pagamento de juros, enquanto 8,72 biliões serão utilizados na amortização do capital da dívida de médio e longo prazo.
Os encargos com juros representam 20,1% da despesa global do OGE e passam a constituir a maior componente da despesa corrente, ultrapassando os 5,74 biliões de kwanzas previstos para as remunerações dos funcionários públicos civis, militares e paramilitares. Mesmo com a inclusão das contribuições do empregador, que elevam os encargos com pessoal para 6,23 biliões de kwanzas, os juros continuam a representar uma despesa superior.
Do total previsto para o pagamento de juros, 4,31 biliões de kwanzas correspondem à dívida externa e 3,18 biliões à dívida interna. Em comparação com os 4,32 biliões inscritos inicialmente no OGE 2026, o valor representa um agravamento de 73,5%, equivalente a mais 3,17 biliões de kwanzas.
Por outro lado, a amortização do capital da dívida deverá registar uma redução de 20,2% face aos 10,92 biliões de kwanzas previstos no orçamento deste ano. Do montante projectado para 2027, 5,97 biliões serão destinados à dívida externa e 2,74 biliões à dívida interna.
Para assegurar o pagamento das amortizações e cobrir o défice orçamental estimado em 6,74 biliões de kwanzas, correspondente a 4,11% do Produto Interno Bruto (PIB), o Executivo prevê necessidades brutas de financiamento de 15,48 biliões de kwanzas. Deste valor, 9,24 biliões deverão ser mobilizados no mercado externo e 6,24 biliões no mercado interno.
Apesar da pressão dos encargos com o endividamento, o Executivo projecta reduzir o rácio da dívida pública de 47,84% do PIB, em 2026, para 46,7% em 2027, mantendo-o abaixo do limite legal de 60% estabelecido na Lei da Sustentabilidade das Finanças Públicas.



































