O fenómeno começou de forma inocente e descontraída, quando o pai da menor passou a partilhar vídeos nas redes sociais em que Reese comentava, com convicção infantil, o desfecho de algumas partidas da NFL, acertando, em várias ocasiões, nos resultados.
Anthony Donatelli, residente na Califórnia, Estados Unidos da América, explicou que a iniciativa surgiu como uma forma lúdica de ajudar a filha a reconhecer cores e regiões do país, através dos capacetes das equipas de futebol americano. A ideia rapidamente ganhou tracção, sobretudo devido à sequência de palpites certeiros da criança.
O espaço, intitulado “Confiem na miúda”, mostrava Reese a escolher o capacete da equipa que acreditava vir a vencer, gesto simples que lhe valeu milhares de seguidores e interacções nas plataformas digitais.
O que começou como entretenimento acabou por ganhar contornos negativos quando a menor deixou de acertar os resultados com a mesma frequência. Alguns seguidores reagiram com hostilidade, passando a dirigir críticas e ameaças à criança e aos seus familiares.
“Ela obviamente não é uma analista da NFL. Escolhe as equipas com base na cor do vestido que usa ou prefere os Packers porque gosta de queijo. São associações inocentes, próprias da idade”, esclareceu o pai.
Visivelmente preocupado, Anthony sublinhou que não pretende alimentar conflitos. “Não estou aqui para combater fogo com fogo. Não estou zangado. Não queremos que ninguém estrague o que a Reese e eu construímos, nem a nossa ligação”, afirmou.
Apesar disso, alguns adeptos mais exaltados chegaram a responsabilizar a criança pelos maus resultados recentes das suas equipas favoritas.
Como medida preventiva, o pai optou por tornar privada a conta de Instagram da família, numa tentativa de proteger a menor e preservar a tranquilidade do ambiente familiar.



































