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FUTEBOL Publicado em 23/03/2026 às 15:09 20 visualizações

SUBIDA DO PREÇO DO ESTÁDIO 11 DE NOVEMBRO PODE ESTAR NA ORIGEM DO CANCELAMENTO DO “CLÁSSICO 91

O aguardado confronto entre o Primeiro de Agosto e o Petro de Luanda, referente à 19.ª jornada do Girabola, não se realizou no último domingo, 22 de Março de 2026, em Luanda. Entre várias versões, ganha força a hipótese de que o aumento dos custos de aluguer do Estádio 11 de Novembro e divergências nos modelos de pagamento estejam na base do impasse.

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SUBIDA DO PREÇO DO ESTÁDIO 11 DE NOVEMBRO PODE ESTAR NA ORIGEM DO CANCELAMENTO DO “CLÁSSICO 91
Imagem: O PAÍS

O cancelamento do denominado “Clássico 91” continua a gerar controvérsia no seio do futebol angolano, sobretudo pela ausência de uma explicação oficial clara por parte das entidades envolvidas, nomeadamente a Federação Angolana de Futebol (FAF) e o Clube Desportivo 1º de Agosto.

De acordo com informações avançadas por Elisabeth Caílo, directora nacional para as infraestruturas do Ministério da Juventude e Desporto, foram criados pacotes diferenciados de pagamento com o objectivo de permitir maior inclusão de clubes com menor capacidade financeira. No entanto, esses mesmos pacotes parecem estar a criar constrangimentos operacionais.

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Segundo a responsável, o 1º de Agosto terá submetido, na sexta-feira anterior ao jogo, um comprovativo de pagamento referente ao pacote “premium”, avaliado em 5 milhões e 750 mil kwanzas, acrescido de um valor de caução reembolsável após verificação das condições do recinto.

Apesar disso, fontes indicam que o modelo de pagamento adoptado pode não ter correspondido às exigências necessárias para garantir todas as condições logísticas exigidas para um jogo de alta dimensão, como é o caso do clássico entre os dois maiores emblemas do futebol nacional.

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O jornalista desportivo Luís Caetano, da TPA, sustenta que o sistema de pagamento fraccionado influenciou directamente a não realização do encontro. Segundo explicou, os diferentes escalões de pagamento determinam o nível de acesso às infraestruturas do estádio. Por exemplo, clubes que pagam cerca de 4 milhões de kwanzas têm direito a apenas três camarotes e ficam excluídos da tribuna principal, enquanto os que optam por pacotes superiores, na ordem dos 6 milhões, beneficiam de melhores condições, incluindo acesso à tribuna presidencial.

Este cenário levanta questões sobre a gestão e acessibilidade das principais infraestruturas desportivas do país, sobretudo num campeonato que procura maior competitividade e profissionalismo.

Até ao momento, o Primeiro de Agosto não se pronunciou oficialmente sobre o sucedido, mantendo-se o silêncio institucional em torno de um dos jogos mais emblemáticos do futebol angolano.

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Tiago Figueira
Tiago Figueira

TIAGO FIGUEIRA Jornalista | Redactor de Sociedade e Política | Comentarista de Relações Internacionais. Com a Carteira 2027, desenvolve trabalho de produção e análise jornalística, procurando interpretar os acontecimentos nacionais e internacionais a partir do seu impacto na sociedade e no interesse público. Na área de Sociedade e Política, dedica-se à cobertura e produção de conteúdos sobre os principais fenómenos sociais, políticos e institucionais de Angola, privilegiando o rigor informativo, a contextualização e a clareza na abordagem dos factos.

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