A posição foi apresentada pelo ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, durante o diálogo “África-Europa: Infraestruturas – Financiamento e Execução”, promovido pela Porto Business School.
O governante apontou a manutenção das estradas como um dos principais desafios e defendeu uma abordagem que assegure recursos para a conservação das infraestruturas depois da conclusão das obras, de modo a prolongar a sua durabilidade e proteger os investimentos realizados pelo Estado.
Carlos Alberto dos Santos afirmou ainda que Angola dispõe de projectos, mas enfrenta dificuldades na mobilização de financiamento. Entre os potenciais parceiros, mencionou a União Europeia e chamou a atenção para o desfasamento entre algumas prioridades do Executivo e as regras e prioridades dos financiadores.
Segundo os dados apresentados no encontro, o défice de financiamento das infraestruturas em África está estimado entre 130 e 170 mil milhões de dólares. O ministro destacou, neste contexto, a importância das infraestruturas para o crescimento económico de Angola, citando projectos como o novo aeroporto de Luanda, o Palácio das Convenções e novas autoestradas para reforçar as ligações com a Namíbia e a República Democrática do Congo.
No sector da habitação, Carlos Alberto dos Santos revelou que o Estado construiu cerca de 350 mil casas desde 2011, mas estima que sejam necessárias aproximadamente dois milhões de novas habitações para responder ao crescimento populacional e reduzir o défice habitacional.



































