Angola integra o grupo dos cinco países africanos com maior número de centros de dados, atrás da África do Sul, Nigéria e Quénia, segundo o estudo do FMI intitulado “Desbloqueando o Potencial: A Inteligência Artificial na África Subsaariana”.
O relatório destaca que o crescimento destas infra-estruturas é fundamental para ampliar a capacidade tecnológica do continente, mas alerta que a África Subsaariana ainda enfrenta limitações no acesso a equipamentos, conectividade, energia e formação de especialistas em áreas como Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM).
O FMI refere ainda que Angola está incluída nos mercados beneficiários de um investimento de 100 milhões de dólares da International Finance Corporation (IFC), destinado à expansão da rede de centros de dados da Raxio em vários países africanos.
Apesar dos avanços, o organismo considera necessário reforçar a formação de quadros e as infra-estruturas digitais para garantir uma maior adopção da inteligência artificial e reduzir a dependência de tecnologias desenvolvidas fora do continente.
A agricultura, os serviços digitais e a gestão de recursos estão entre os sectores apontados pelo FMI como áreas que poderão beneficiar do uso da inteligência artificial nos próximos anos.



































