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BOXE Publicado em 23/03/2026 às 13:52 18 visualizações

CRISTIANO NDOMBASSY CRITICA FALTA DE APOIO AO BOXE E APELA MAIOR INVESTIMENTO NO DESPORTO EM ANGOLA

O campeão africano de boxe, Cristiano Ndombassy manifestou profunda insatisfação com a falta de apoio institucional no desenvolvimento da sua carreira, apelando ao Ministério da Juventude e Desportos maior investimento nos atletas nacionais, e a criação de condições para o crescimento do boxe profissional no país.

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CRISTIANO NDOMBASSY CRITICA FALTA DE APOIO AO BOXE E APELA MAIOR INVESTIMENTO NO DESPORTO EM ANGOLA

Em entrevista ao Portal Ponto de Situação, o pugilista angolano lamentou a ausência de suporte por parte das entidades que tutelam o desporto, sublinhando que muitos atletas enfrentam dificuldades para representar Angola além-fronteiras.

Segundo o atleta, o país dispõe de talentos promissores, mas continua mal posicionado no ranking mundial devido à fraca promoção e ao défice de agenciamento desportivo.

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O então estudante de informática Cristiano Ndombassy, vencedor do cinturão da World Boxing Federation em 2022 e da SADC em 2017, revelou que precisou tomar decisões difíceis para alcançar o sucesso, incluindo a troca de treinador. “Fui obrigado a deixar a informática para perseguir os meus objectivos. Só não fui mais longe por falta de apoio”, afirmou.

Conhecido nos ringues como “Guerreiro da Fé”, o atleta destacou que, ao contrário de Angola, países como a África do Sul apostam fortemente nos seus desportistas, garantindo melhores condições de preparação e participação em competições internacionais. Actualmente, Ndombassy reside neste mesmo país, onde possui uma academia e ministra aulas de boxe, muay thai e artes marciais.

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Durante a sua estadia em Angola, que decorre até quarta-feira, o pugilista mostrou-se igualmente desapontado por não ter sido contactado nem recebido por entidades ligadas ao sector desportivo, sobretudo na área do desporto de combate.

O atleta defende a criação de uma estrutura sólida para o boxe profissional em Angola, que permita atrair investimentos e abrir oportunidades para novos talentos. “Quem quer construir precisa de bases. Angola tem atletas de nível mundial, mas falta organização e apoio”, reforçou.

Ndombassy manifestou ainda o desejo de criar uma academia no país, apesar das dificuldades enfrentadas ao longo da sua carreira. Contudo, reconheceu o lado duro da modalidade ao afirmar que, devido às experiências vividas, não aconselha o próprio filho a seguir o boxe.

Ainda assim, o campeão mantém o orgulho de ter representado Angola em competições internacionais, tendo conquistado vitórias importantes na África do Sul e Namíbia. “Tendo apoio ou não, o meu sonho sempre foi levantar a bandeira de Angola no mundo, e consegui. Mas precisamos fazer mais para que outros também consigam”, concluiu.

O apelo do atleta centra-se na necessidade de união, investimento sério e valorização dos desportistas, como forma de transformar o boxe angolano e elevar o nome do país no cenário internacional.

 ACOMPANHE A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA, TERÇA-FEIRA, 21H00, EM SIMULTÂNEO NO SITE E NO NOSSO CANAL DO YOTUBE  

 

Tiago Figueira
Tiago Figueira

Jornalista e colaborador da redação do portal Ponto de Situação.

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